segunda-feira, 2 de abril de 2012

Por volta de meia-noite e vinte e dois

















Por volta de meia-noite e vinte e dois,
meu homem, meu cativante espirito,
minha marcante estrada cravejada de pontos luminosos,
provalmente vindos dos faróis costeiros e das embarcações,
das aves que ora se aninham

Posso dizer que as quilhas do que penso apontam para você,
para as escamas do peixe
que nos arrastas sob a proteção das nebulosas
pelos trinta bilhões de mares
repletos de ídolos e rastros siderais

A grande existência comunga suas belezas
e prismas reatores de sentidos e cores
conosco que somos feito de vento e palha,
pradarias e sintéticas ondulações de imagens

Nasci para as tais incorporações submersas na pele do tempo,
para os sinos que retinam no interior de todos os ouvidos,
de todas preces entoadas

Vem mesmo de longe o toque primal da luzitana guitarra,
a voz da mulher calmante de Além Tejo, de aqui Mouraria
Meus ancestrais plantavam uvas moscatéis, oliveiras,
arcos e flechas petrificadas,
flores de perfumes indisiveis

( edu planchêz)

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